Gigantes da internet tentam impedir uso das redes sociais para fake News nas eleições

A pouco mais de um mês das eleições, as grandes empresas de internet se movimentam para tentar minimizar o efeito danoso do uso de suas plataformas para a desinformação de cunho político. Gigantes como Google, TikTok, Facebook, Instagram, Twitter e WhastApp criam medidas como comitês, canais de denúncias e ferramentas para dar visibilidade a informações oficiais sobre o pleito. Algumas proíbem anúncio político pago.

Um ponto, porém, não é negociado pelas donas das redes sociais. Após os casos de propagação de fake news nas eleições de 2016 nos Estados Unidos e de 2018 no Brasil, elas mantêm as diretrizes globais de não se posicionarem como juízes dos conteúdos, com bloqueios e retirada de publicações com desinformação do ar.

Dizem focar mais esforços na identificação de comportamentos que passaram a ser chamados de inautênticos. São, em suma, os que já estão proibidos, como contas falsas, redes coordenadas com contas falsas ou interferência política internacional, no caso do Facebook.

Em relação a conteúdos, podem ser derrubados sem ordem judicial, a depender da rede social, publicações que promovam discurso de ódio, ameaças e crimes como racismo, por exemplo.

No Brasil, as empresas apostam em parcerias com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na eleição de 2020 para darem visibilidade às informações oficiais. Nos últimos dias, todas essas aplicações de internet fecharam acordos com o tribunal.

As medidas são fruto de um programa criado pelo TSE em 2019 para enfrentar a desinformação nas eleições municipais, após um período de inércia política sobre o tema em 2018. Na época, a ministra Rosa Weber, então presidente do órgão, avaliou que a Justiça Eleitoral não havia falhado no combate às fake news nas eleições presidenciais.

“Nós entendemos que não houve falha alguma da Justiça Eleitoral no que tange a isso que se chama fake news”, disse à época.

Fonte: Amazonas Atual

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